quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Sobreviventes do Holocausto em Israel recebem nova decisão

Após duas semanas tensas depois do governo Olmert oferecer aos sobreviventes aquela compensação ridícula de mais 20 dólares por mês pôde-se conhecer a crise real. Entre os quase 240 mil ainda vivos, menos de 50% recebem compensações da Alemanha e de outros países que ficaram sob domínio nazista. A crise, pelo menos, serviu para trazer a tona essa realidade inconveniente. Após marchas de protesto nas ruas e muitas entrevistas em TVs e rádios, o governo israelense incrementou o aumento para 300 dólares por mês. "Meu objetivo é que todos os sobreviventes do Holocausto fiquem acima da linha de pobreza e que eu tenha certeza de que eles vivem decentemente," disse o ministro do Bem-Estar Social Yitzhak Herzog.

Líder judeu de Paris receia aliá em massa

O jornal Haaretz publicou uma entrevista com o dr. Joel Mergui, presidente do equivalente a federação israelita de Paris, onde ele teme que a imigração em massa de judeus franceses esvazie rapidamente a comunidade parisiense.

"De uns 600.000 judeus vivendo na França, apenas um terço tem contato com a comunidade e educa seus filhos em escolas judaicas. Um terço está em processo de assimilação e o outro terço está em cima do muro - e nós precisamos puxá-los para dentro." disse Meegui. A educação das crianças judias francesas é feita com fortes laços com Israel. e para o presidente isso está dando tão certo que as pessoas estão imigrando. "Não é devido ao anti-Sionismo."

Mergui mostra dados surpreendentes. De acordo com ele há 80.000 pessoas com dupla cidadania fracesa-isralense, vivendo em Israel atualmente. De cerca de 800 casamentos dentro da comunidade de Paris no ano passado, cerca da metade aconteceu em Israel. Aproximadamente 1.000 encontros de famílias francesas acontecem em Israel. Não se passa um dia sem haver um funeral de um judeu francês em Israel.

"Você precisa se lembrar que para muitos judeus, a única vez em que vão às sinagogas é nos casamentos e bar-mitzvas. É um momento para fazer contato." Com as cerimônias ocorrendo em Israel esta chance está desaparecendo.

As doações para Israel aumentaram e as doações para instituições e eventos da comunidade diminuíram. Até mesmo os pequenos donativos de aliah torah no shabat caíram significantemente.

Nos últimos anos há um fluxo constante de 3.000 judeus franceses imigrando para Israel por ano. Acredita-se que o número seja maior devido aos relatos de famílias que apenas se mudam para Israel e não entram com seus pedidos de cidadania.

O objetivo de Mergui é substituir cada judeu que faz aliah por um daqueles que não estão envolvidos com a comunidade. Uma das formas é aumentar o número de escolas dominicais para crianças judias e que não estudam em escolas judaicas, mas isso exige um grande investimento e melhoria da imagem de todo o sistema.

Crematório em Tel Aviv é incendiado

por José Roitberg

Algumas horas depois de um jornal ultra-ortodoxo divulgar o endereço do crematório Alei Shalechet, aberto há dois anos atrás em Tel Aviv, o local foi arrombado durante a noite, incendiado e destruído. Alon Nativ, um dos proprietários disse num programa de rádio, que vinha recebendo ameaças telefônicas há dois anos.

Yehud Meshi Zahav, um dos fundadores da Zaka, a associação que recolhe as partes de corpos em acidentes e atentados em Israel, declarou na Rádio do Exército que a Zaka não teve nada a ver com o ataque, mas acha que foi justificado e disparou: "Era uma atividade ilegal, a profanação dos corpos e eu aplaudo a destruição deste prédio que estava destinado a desaparecer em chamas."

Como era de se esperar, a BBC consegue ser tendenciosa até na divulgação de uma notíca destas, afirmando que apenas os judeus ultra-ortodoxos acreditam que os mortos devem ser enterrados e não cremados... A BBC não perde uma chance!

Nós, judeus, todos, "não acreditamos"... Nós fazemos! Nós seguimos!

Pessoalmente acho uma alienação completa, após o Holocausto onde mortos e vivos eram jogados em crematórios nos campos, que algum judeu ainda escolha a chaminé como seu último caminho...

Alemães querem imprimir Mein Kampf

Você sabia que além a propaganda nazista TODAS as edições do Mein Kampf em qualquer país do mundo violam as legislações locais e internacionais de direitos autorais? Apenas isso deveria servir para a retirada de circulação do livro. Mas quem detém estes direitos? É o estado da Bavária na Alemanha, que nunca os cedeu para ninguém. Mas que também nunca se importou em interpelar ou processar os editores de vários países que publicaram o livro desde o final da Segunda Guerra.

O estado da Bavária se preocupa apenas com editoras alemãs. Lá o livro não é publicado. Pode ser obtido em alemão na versão austríaca. Mas está havendo uma forte pressão de editores germânicos para a atencipação do prazo de 70 anos para a perda dos direitos autorais: vence em 2015.

É curioso. Os legisladores do final do século 19 e início do 20, quando estabeleceram vários prazos como este e sistemas de previdência social pensaram que 70 anos era muito, ou suficiente. Não é. A quantidade de obras em domínio público aumenta a cada dia e algumas editoras se especializaram em publicar este tipo de textos. Afinal, não precisam dividir seus lucros com ninguém.

Mein Kampf fora das livrarias Nobel

Na última semana, a Federação Israelita de São Paulo recebeu uma denúncia de que o livro "Mein Kampf", traduzido ao português e editado pela Centauro, estava à venda nas prateleiras da Livraria Nobel do Shopping Frei Caneca. Vale lembrar que o livro, escrito por Adolf Hitler, faz apologia, apoio ou concordância com a ideologia nazista.

Rapidamente, a Federação entrou em contato com a diretoria da Livraria Nobel, relatando a denúncia. O Departamento de Marketing da livraria enviou uma resposta dizendo que os livros em questão foram fornecidos por meio de consignação pela distribuidora Empório do Livro e que todas as lojas da Nobel já foram informadas para ficarem atentas. Segundo ele, normalmente são os funcionários que conferem a consignação, e provavelmente passou despercebido o livro, às vezes até por falta de conhecimento.

A Livraria Nobel afirma também que o livro já não está mais em circulação, e que todas as franquiadas Nobel são proibidas de trabalhar com obras que façam apologia a qualquer tipo de discriminação. Além disso a Empório do Livro já está avisada que se isso voltar a acontecer, será proibida de fornecer livros para a rede de Livrarias Nobel.

A Federação e a Livraria Nobel estarão atentas para que fatos com este não voltem a ocorrer.

Lembramos aos leitores que a FIERJ está processando a Editora Centauro pela publicação do Mein Kampf e o processo continua em seus trâmites normais.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Valhalla88 Fora do Ar!

Desde 2001 a quadrilha nazista que se esconde por trás das alcunhas "Sul88" e "Valhalla88" vinha exercendo suas atividades racistas e anti-semitas não só no mundo virtual mas também no mundo real. O caso mais nítido foi o ataque contra a sinagoga de Santo André (SP) onde além de assinar as pichações, membros da quadrilha filmaram parte da ação e a colocaram no YouTube, com link dentro de sua área. Também documentaram e expuseram grandes pichações e colagens de cartazes em instituições judaicas, em locais de grande visualização e até mesmo em viaturas policias estacionadas em São Paulo, Curitiba e Santa Catarina.

Essa quadrilha se aproveitava da permissividade da legislação argentina, se hospedando na Ciudad de Libre Opinion, um portal de ódio criado pelo falecido Alessandro Biondini, fundador do Partido Nuevo Triunfo, o partido nazista argentino e mantido pelos seus sucessores. Nesta portal juntaram-se grupos nazistas de toda a América Latina e depois de Portugal e Espanha. Numa ação conjunta da liderança judaica brasileira e do ministério público federal, com a justiça argentina, o "Sul88-Valhalla" foi retirado de seu porto seguro argentino, onde se julgava intocável. Junto com ele, mais quatro sites nazistas, operados por brasileiros saíram do ar.

Mas, bem estruturada, a quadrilha imediatamente se estabeleceu virtualmente nos Estados Unidos, mudando algumas vezes de provedores, achando que a liberdade de expressão para os cidadãos americanos se aplica ao texto racista produzido por brasileiros para brasileiros.

Vindo mal das pernas nos últimos 45 dias, o site www.valhalla88.com está fora do ar. Em seu lugar aparecem apenas propagandas do próprio provedor. Seus espelhos conhecidos que redirecionavam o leitor para o site também apontam para o vazio atualmente. O mundo está menor a cada dia e há lei no espaço virtual. O racismo, a apologia à matança de judeus, à destruição de sinagogas e instituições judaicas, através de charges, textos e músicas é crime e os criminosos irão responder pelos seus atos.

Mas não se impressione se a quadrilha do Valhalla88 surgir com outro nome, em outro país. Se isso acontecer, a ação contra eles continuará de forma implacável.

Há cerca de três semanas entrou no ar o site www.valhalla88.com.br que é um site feito para esclarecer sobre a Segunda Guerra Mundial e pegar os incautos que procuram o conteúdo racista. É um excelente site, com qualidade e farto material que merece uma olhada por parte dos interessados no assunto. Seus autores são conhecidos não nada tem a ver com a comunidade judaica. Parabéns a eles pelo seu esforço e oportunidade.

Tenha a certeza de que a quadrilha do Valhalla88 e outros nazistas brasileiros de plantão estão muito mobilizados para combater a aprovação da lei de tornará crime a Negação do Holocausto no Brasil. Venha ao encontro abaixo e participe!