quarta-feira, 22 de abril de 2009

Conib alerta governo brasileiro sobre ameaça representada pelo presidente do Irã

A Confederação Israelita do Brasil repudia veementemente o discurso feito nesta segunda-feira pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que usou uma tribuna das Nações Unidas para atacar, de forma inaceitável, o Estado de Israel, criado em 1948 a partir de uma decisão da própria ONU. Com sua retórica beligerante, o dirigente iraniano evidenciou mais uma vez a face de um regime notório por suas ações para a desestabilização do Oriente Médio e pela sistemática violação de direitos humanos perpetrada pelo regime de Teerã.

Interessado em semear a intolerância, Mahmoud Ahmadinejad ignorou apelos do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que havia pedido ao presidente iraniano moderação em seu discurso. Há poucos dias, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também tinha sinalizado sua disposição em dialogar com Teerã, o que levou observadores mais otimistas a apostarem na possibilidade de o Irã responder a esses apelos com um novo rumo em sua relação com os países ocidentais.

Mahmoud Ahmadinejad, que já manifestou o desejo de "varrer Israel do mapa" e negou a existência do Holocausto, responde agora a ofertas de diálogo com mais intolerância e agressividade. Seu discurso na segunda-feira provocou a saída de dezenas de diplomatas, boa parte deles de países da União Européia, do recinto em Genebra onde se realizava a sessão da conferência da ONU.

O presidente do Irã, mais uma vez, voltou a provocar a comunidade internacional. Sua atuação não representa uma ameaça apenas a Israel, mas a todas as nações comprometidas com a democracia. No caso do programa nuclear iraniano, Teerã já ignora três rodadas de sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU e leva adiante suas ambições atômicas.

É inaceitável o descaso com que o presidente do Irã trata uma instituição como a ONU e toda a comunidade internacional. Mahmoud Ahmadinejad despreza o diálogo e a democracia, dois ingredientes fundamentais para a busca da paz, da justiça e da segurança nos dias de hoje.

Acreditamos ainda que a visita de Ahmadinejad ao Brasil, prevista para maio, não responde aos interesses da construção da democracia em nosso país e tampouco envia a sinalização correta a um líder que, em vez de priorizar o diálogo, cultiva o confronto. Repudiamos a eventual presença de Ahmadinejad no solo de um país como o nosso, democrático e hospitaleiro, que acolheu tantos sobreviventes do Holocausto.

Esperamos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com seu histórico de comprometimento com a democracia e com os direitos humanos, não permita que o presidente do Irã acredite ter um aliado em Brasília.

Claudio Lottenberg
Presidente da Confederação Israelita do Brasil

A FIERJ apóia integralmente todas as medidas centralizadas e coordenadas pela CONIB sobre está questão extremamente relevante para a Comunidade Judaica no Brasil

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Chag Pessach Sameach


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Neste domingo em Comunidade na TV

Neste domingo em Comunidade na TV na CNT às 12h15, uma aula de Pessach com o Rabino Ilan, um documentário inédito sobre Birkat Hachama, uma oração judaica que acontece apenas a cada 28 anos e você terá tempo de ir na quarta-feira às 08h00 em vários pontos do Rio, além do clip oficial da Hagshama com a prefeitura de Tel Aviv, dando o início aos festejos de 100 anos da mais ativa cidade judaica do mundo. Musicais muito especiais: Shiri Maimon, legendada e Águas de Março em hebraico por grupo de cantores do exército de Israel.

E no Canal 14 da NET às 18h30, o programa agora tem uma hora de duração emendado com nossa sengunda parte em que oferecemos a você um pouco mais de uma segunda hora só de musicais judaicos. Não perca!

terça-feira, 31 de março de 2009

INAUGURAÇÃO DO RETRATO DA GESTÃO NISKIER NA GALERIA DOS PRESIDENTES DA FIERJ

Sergio Niskier inovou mas uma vez ao ter inaugurado seu retrato na Galeria dos Presidentes da FIERJ. Para surpresa de todos, foi a primeira vez que um presidente deixou eternizado na parede não só ele, mas seus vices, na ocasião Léa Lozinsky (atual presidente) e Jayme Salomão (atual vice).

Inúmeros líderes comunitários e amigos estiveram presentes e entre eles, destacamos o deputado federal Marcelo Itagiba, a vereadora Teresa Bergher trazendo também uma mensagem do deputado Gerson Bergher, o imortal e primo de Sergio, Arnaldo Niskier, o segundo vice-presidente da FIERJ Márcio Meilman e vários membros da Diretoria e do Conselho Deliberativo da FIERJ além da presidência do Clube de Engenharia.

Soldados judeus brasileiros temiam a morte na Segunda Guerra

(obs fierj: no total. nos exércitos aliados, lutaram na Segunda Guerra Mundial cerca 1,5 milhões de judeus entre as dezenas de milhões de militares em ação no conflito)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u539704.shtml

24/03/2009 - 15h17
RAPHAEL GOMIDE
da sucursal da Folha de S. Paulo no Rio

Entre os mais de 25 mil brasileiros que cruzaram o Oceano Atlântico para combater tropas nazistas na Itália, em 1944, na Segunda Guerra Mundial, 42 corriam um risco a mais que os companheiros de farda. Eram os soldados judeus. Além dos perigos inerentes à guerra, sujeitavam-se a ser sumariamente assassinados ou enviados a campos de concentração ou extermínio, destino de milhares de militares judeus capturados de outros países.

Soldados judeus brasileiros tinham dupla motivação na segunda Guerra Mundial

Alguns se tornaram personagens nacionais, como o tenente Salomão Malina (presidente do PCB), o sargento Jacob Schnaidermann (tradutor, escritor e professor), o cabo Carlos Scliar (artista plástico) e o soldado Jacob Gorender (historiador).

Pesquisa de Israel Blajberg, do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, deu origem ao livro "Soldados que Vieram de Longe --Os 42 Heróis Brasileiros Judeus da 2ª Guerra Mundial" e resgatou histórias desconhecidas desses brasileiros que lutaram contra o nazismo. A maioria era da primeira geração nascida no país, filha de imigrantes europeus.

A Folha conversou com cinco dos 13 ex-combatentes judeus vivos, octogenários e nonagenários com a experiência da guerra na ponta da língua. Três participam de associações de ex-combatentes.
Relatos

"Corríamos o risco de ser assassinados", disse o engenheiro Marcos Galper, 87, à época tenente de artilharia. Quando tinha chance, vingava-se.

"O que eu podia atirar em cima dos alemães, atirava. Descobriram torre de igreja com observação deles. Era um "posto de saúde", com o canhão no pátio, pintado de vermelho, sobre a cruz, para camuflagem. Pela Convenção de Genebra, não podia atirar em igreja. Regulava o tiro de canhão para fora da igreja onde alegava ter inimigo e corrigia para cima da igreja. Não tive remorsos, por dois motivos: você não vê os corpos, e o motivo é grande."

A maioria recusava contato com alemães capturados. "Vi muitos, mas evitava conversa. Tinha raiva e via aqueles pobres diabos, alguns talvez não tivessem culpa, mas era difícil distinguir nazistas de não-nazistas. Aquilo me afetava. Tive uma prima morta com o marido e o filho [por serem judeus]", diz Schnaiderman. Galper lembra deles de "cabeça baixa, com o moral acabado". "Falavam em Hitler e cuspiam no chão".

Blajberg cita no livro que o sargento Jacob Perlmann abordou alemães, em iídiche. "Se fossem vocês que tivessem me aprisionado, me matariam aqui ou em um campo de extermínio, porque sou brasileiro e judeu. Mas é exatamente por ser brasileiro e judeu que eu não vou fazer isso com vocês."

Brasileiro naturalizado, após vir da Rússia aos 8 anos, Boris Schnaiderman, 91, sentia-se "muito brasileiro e identificado aos homens da FEB". Sargento de Artilharia, atuou em Monte Castelo e Montese e descreveu o que viu no livro "Guerra em Surdina".

Não frequentava a comunidade judaica. "Éramos mais russos que judeus. Não éramos religiosos, sou ateu." Os massacres nazistas o tocavam e o motivaram a "tomar armas", apesar da aversão ao belicismo. "Fui achando que tinha de ir mesmo. O nazismo ameaçava o mundo, não só judeus."

Gorender tampouco é religioso. "Sou judeu, nunca escondi, me orgulho, mas não tenho religião", explicou.
Soldado de um conflito por sua origem, Gorender seria comandado na Itália por um inimigo em futura guerra política: o capitão Castello Branco, presidente da República (1964-67), em regime que combateu, pelo PCBR, e no qual foi torturado, em 1970, sob Médici.

"Não fomos criados na religião, mas segue a tradição e leva porrada. Sempre existiu preconceito", diz Galper.

O tenente Israel Rosenthal, 87, preferia festas no clube judaico Cabiras à sinagoga. Em 1944, trocou os bailes por Stafoli, onde foi por oito meses dentista de 5.500 militares. Sem luz elétrica ou água corrente, fez 180 cirurgias, "muita obturação", extrações, e tratamentos de canal. O motor era no pedal, a seringa manual, e tudo esterilizado em caixa metálica, com lamparina. Contrabandeou ajuda na forma de anestésico a um dentista local. Não lembra de ter visto alemães, mas não esquece o "frio de rachar" e os poucos banhos.

Um dos 11 filhos de capitão do Exército, o cearense Melquisedech Carvalho, 80, só se descobriu judeu após a guerra. Aos 16 anos, era grumete na Marinha quando foi proteger navios mercantes de submarinos inimigos. "Meu pai perdeu a família cedo e pouca coisa apanhou da religião. O que viu em casa, guardou e nos passou. Não se comia carne de porco ou peixe de couro, só de escama. Não sabia explicar por quê."
Encontrou no casamento com uma judia sua origem e percebeu que o sobrenome Carvalho era de cristão-novo. "Sou circuncidado." Hoje, frequenta a sinagoga e é dirigente da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil.

CONIB VISITA SARNEY E PEDE POR ACORDO MERCOSUL-ISRAEL

O presidente da Confederação Israelita do Brasil, Claudio Lottenberg, reuniu-se na última terça-feira com o senador José Sarney (PMDB-AP) para discutir temas comunitários e também para pedir que o Congresso aprove o acordo de livre comércio Mercosul-Israel, assinado em 2007. Sarney, que preside o Senado, assegurou que vai atuar para acelerar o processo de ratificação do tratado, que visa aumentar o fluxo comercial entre as partes que, em 2006, atingiu cerca de US$ 1 bilhão.

Em sua visita a Brasília, acompanhado pelo secretário-geral da Conib, Fernando Lottenberg, e pelo diretor de Relações Institucionais, Jaime Spitzcovsky, Claudio Lottenberg também se reuniu com o senador Eduardo Azeredo (PSDB-SP), recém-eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. A agenda incluiu ainda um encontro com o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que presidiu a Comissão de 2007 a 2008.

"Falamos sobre o cenário internacional e sobre os caminhos da política externa brasileira", declarou Cláudio Lottenberg após os encontros. "Abordamos ainda vários temas da realidade do Brasil, e de nossas iniciativas comunitárias, por exemplo, no campo da saúde".

Para Fernando Lottenberg, a implementação do acordo de livre comércio entre Israel e Mercosul vai significar uma aproximação que transcende as fronteiras da economia. "Laços comerciais entre o lado israelense e Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai vão acabar propiciando o aprofundamento de contatos entre as partes, o que vai significar no final maior aproximação em áreas como a diplomacia e a cultura", afirmou ele, lembrando tratar-se do primeiro acordo de livre comércio a ser firmado com outro país, pelo Mercosul.